Sunday, September 12, 2010

O Tempo

Como o tempo está passando rápido... às vezes penso se era assim no passado mas não percebia. Um ano era uma eternidade. Hoje temos tantas coisas por fazer e os dias vão passando, o tempo vai se esvaindo e não sobra sequer um momento para pensar no porquê. Qual o motivo que nos leva a correr, produzir, buscar tanto? Às vezes não temos sequer tempo para pensar em ser. Por que ser assim?

Já há algum tempo venho pensando em qual a razão da vida. Em breves momentos, é verdade. Mas, como diria Morin, as três perguntas que todo adulto deveria continuar fazendo é: quem sou eu, de onde vim e para onde vou. Há algum tempo me incomoda a questão do quem eu sou. Mas corro tanto durante o dia, para o trabalho, para a pós, para resolver o meu "mundo", que quase nunca sobra tempo de refletir o tempo suficiente. E isso incomoda, mas não por muito tempo. Sim, porque amanhã é dia de recomeçar a correria e a "questão filosófica" fica adormecida quando surge outro tempinho.

Quem sou eu na essência? Eu sou eu e minhas circunstâncias? Por ora acredito que sou fruto do processo de construção e reconstrução do meu passado, das minhas vivências e experiências. Mas também da relações e vivência do hoje. E que bom por isso.

Sempre vivi pensando no futuro, mas depois que saí da casa dos vinte tenho cada vez mais vivido para o presente, porque o futuro, esse pode simplesmente não vir. Pelo menos não da maneira imaginada, idealizada lá da adolescência, quando minha imaginação era ainda mais rica e cor-de-rosa. Mas não quer dizer o futuro não será bom. Ou melhor, excelente. O hoje já é infinitamente melhor do que poderia ter imaginado lá atrás. Mas poderia ser melhor, pois afinal sou humana e estou em constante devir. Será melhor. Terei mais momentos meus, com os meus, para os meus.

Meus? quem é meu? que possessão é esta? isso fica para outro post.

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