Sunday, September 12, 2010

Uma letra linda

Para mostrar minhas raízes piscianas resolvi postar a letra de uma música do Nando Reis que desde que ouvi não sai da minha cabeça. Ela é tão doce e toca tão profundamente que até dá vontade de se apaixonar para ter para quem oferecê-la. Mesmo.

Pra você guardei o amor

(Nando Reis)

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

O Tempo

Como o tempo está passando rápido... às vezes penso se era assim no passado mas não percebia. Um ano era uma eternidade. Hoje temos tantas coisas por fazer e os dias vão passando, o tempo vai se esvaindo e não sobra sequer um momento para pensar no porquê. Qual o motivo que nos leva a correr, produzir, buscar tanto? Às vezes não temos sequer tempo para pensar em ser. Por que ser assim?

Já há algum tempo venho pensando em qual a razão da vida. Em breves momentos, é verdade. Mas, como diria Morin, as três perguntas que todo adulto deveria continuar fazendo é: quem sou eu, de onde vim e para onde vou. Há algum tempo me incomoda a questão do quem eu sou. Mas corro tanto durante o dia, para o trabalho, para a pós, para resolver o meu "mundo", que quase nunca sobra tempo de refletir o tempo suficiente. E isso incomoda, mas não por muito tempo. Sim, porque amanhã é dia de recomeçar a correria e a "questão filosófica" fica adormecida quando surge outro tempinho.

Quem sou eu na essência? Eu sou eu e minhas circunstâncias? Por ora acredito que sou fruto do processo de construção e reconstrução do meu passado, das minhas vivências e experiências. Mas também da relações e vivência do hoje. E que bom por isso.

Sempre vivi pensando no futuro, mas depois que saí da casa dos vinte tenho cada vez mais vivido para o presente, porque o futuro, esse pode simplesmente não vir. Pelo menos não da maneira imaginada, idealizada lá da adolescência, quando minha imaginação era ainda mais rica e cor-de-rosa. Mas não quer dizer o futuro não será bom. Ou melhor, excelente. O hoje já é infinitamente melhor do que poderia ter imaginado lá atrás. Mas poderia ser melhor, pois afinal sou humana e estou em constante devir. Será melhor. Terei mais momentos meus, com os meus, para os meus.

Meus? quem é meu? que possessão é esta? isso fica para outro post.

Saturday, August 28, 2010

(Re) começo

Engraçado como o tempo passa rápido e a gente nem percebe. Passei algum tempo sem postar aqui e lá se vão três anos. Estou retornando oficialmente hoje. Mais uma vez. Esperando ter, enfim, mais regularidade.

Quando criei esse blog em 2005 com a proposta de ser minha "caixinha de lembranças" não imaginava que um dia a memória seria minha área de estudos. Talvez esse fosse um primeiro insight. Fiquei feliz hoje por ter reencontrado minha senha e através dela depositar meus pensamentos aqui novamente. Foi bom ler os posts antigos e fazer um balanço da minha vida nos últimos anos. Uma alegria assim ao estilo Amèlie Poilan: simples, mas que colore a alma.

Para celebrar esse (re) começo apaguei os posts antigos e alterei o design. Isso porque muita coisa mudou e aqueles pensamentos já não me cabem mais. Resolvi guardá-los. Mas a proposta do blog, essa eu transcrevo abaixo porque continua ainda muito atual, apesar de umas alterações aqui ou ali:

Começando, antes que eu esqueça...

Hoje, enfim, consegui mudar o endereço e o template deste blog. Em fevereiro, quando pensei em criá-lo, uma amiga perguntou qual seria a proposta dele. Aí eu pensei: proposta? Não, esse blog não tem proposta. Ele foi criado para servir como uma válvula de escape para os meus pensamentos. Aqui eu poderei divagar sobre os meus sentimentos, anseios e expectativas, lembrar de momentos felizes do passado e também escrever sobre as experiências que me aguardam no futuro. De certa forma este blog servirá como um diário, onde poderei guardar meus pensamentos, uma vez que a memória já está falhando por causa da "idade"(?). Ou do stress. Enfim, é isso. Não estou querendo ser mais uma blogueira. Quero apenas conversar com meus botões. Agora sim poderei colocar minhas idéias no "papel", antes que eu esqueça.